Minha Opinião
Telemedicina- é util e resolve mesmo?
Faço parte de um time que se preparou para exercer a Medicina dentro de padrões que valorizavam plenamente a relação médico/paciente a partir daquilo que representava o próprio conhecimento técnico assim como a postura verdadeiramente ética. Com o passar dos anos, e considero que exclusivamente por culpa dos próprios médicos, a abordagem clínica foi dando lugar ao imediatismo que se caracteriza por um distanciamento do médico frente ao paciente e a prática de tentar simplesmente aliviar sintomas sem se chegar às causas dos problemas.
O indivíduo procura um médico para "pedir socorro" devido a algo que o incomoda e sai ràpidamente do consultório com uma receita que visa diminuir os sintomas que incomodam tais como dor, inflamação, tosse etc. Os cuidados que o médico deveria ter para tranquilizar o paciente e, ao menos interessar-se por saber se ele está melhorando ou não, já é coisa que vai ficando no passado. O importante é atender o maior número possível de pessoas no menor tempo para se ver livre da "obrigação".
Para completar este tipo de declínio na nobre arte de tratar e curar, chegou a Telemedicina, condição que não tem volta e sempre procurará evoluir mais com a finalidade de esvaziar cada vez mais os postos de atendimentos. Apesar de incentivada por inúmeras instituições de Saude, incluindo renomados hospitais, a telemedicina se limita a uma conversa entre médico e paciente no sentido de direcionar a "vítima" a algum tipo de procedimento após tentar realizar um exame clínico que não deixa de ser altamente sofrível. Imaginemos uma paciente procurar um atendimento on-line com queixas relacionadas a dor abdominal, por exemplo, ou sintomas que podem ter relação com aumento da pressão arterial ou até mesmo distúrbios do ritmo cardíaco. Como o médico colocado atrás da tela poderá fazer um diagnóstico sem tocar na pessoa e sem fazer um exame que obrigatòriamente deveria fazer parte deste tipo de atendimento? Como fica um diagnóstico de pneumonia? Como avaliar pela tela do computador a severidade (ou não) de uma lesão da pele sem ter a possibilidade de ver pessoalmente e, tambem, toca-la com a ponta dos dedos? Isto sem falar que um exame ginecológico, urológico, proctológico, oftalmológico e tantos outros que seriam impossíveis de serem bem resolvidos.
Infelizmente caminhamos para formação médica cada vez mais superficializada e sem que os profissionais da área tenham suficiente preparo para enfrentarem os grandes desafios da prática da Ciência Médica. Reafirmo que admito ser a Telemedicina uma modalidade que chegou para ficar mas que serve muito bem para denegrir cada vez mais a profissão médica. Para mim, sua utilidade é válida para se manter um contato com o paciente no sentido de considerar a evolução do seu caso e tambem avaliar e comentar resultados de exames de laboratório porem após avaliações presenciais que considero absolutamente fundamentais.
O que mais deverá vir daqui para a frente? Talvez venhamos a diagnosticar praticando cara ou coroa.
O indivíduo procura um médico para "pedir socorro" devido a algo que o incomoda e sai ràpidamente do consultório com uma receita que visa diminuir os sintomas que incomodam tais como dor, inflamação, tosse etc. Os cuidados que o médico deveria ter para tranquilizar o paciente e, ao menos interessar-se por saber se ele está melhorando ou não, já é coisa que vai ficando no passado. O importante é atender o maior número possível de pessoas no menor tempo para se ver livre da "obrigação".
Para completar este tipo de declínio na nobre arte de tratar e curar, chegou a Telemedicina, condição que não tem volta e sempre procurará evoluir mais com a finalidade de esvaziar cada vez mais os postos de atendimentos. Apesar de incentivada por inúmeras instituições de Saude, incluindo renomados hospitais, a telemedicina se limita a uma conversa entre médico e paciente no sentido de direcionar a "vítima" a algum tipo de procedimento após tentar realizar um exame clínico que não deixa de ser altamente sofrível. Imaginemos uma paciente procurar um atendimento on-line com queixas relacionadas a dor abdominal, por exemplo, ou sintomas que podem ter relação com aumento da pressão arterial ou até mesmo distúrbios do ritmo cardíaco. Como o médico colocado atrás da tela poderá fazer um diagnóstico sem tocar na pessoa e sem fazer um exame que obrigatòriamente deveria fazer parte deste tipo de atendimento? Como fica um diagnóstico de pneumonia? Como avaliar pela tela do computador a severidade (ou não) de uma lesão da pele sem ter a possibilidade de ver pessoalmente e, tambem, toca-la com a ponta dos dedos? Isto sem falar que um exame ginecológico, urológico, proctológico, oftalmológico e tantos outros que seriam impossíveis de serem bem resolvidos.
Infelizmente caminhamos para formação médica cada vez mais superficializada e sem que os profissionais da área tenham suficiente preparo para enfrentarem os grandes desafios da prática da Ciência Médica. Reafirmo que admito ser a Telemedicina uma modalidade que chegou para ficar mas que serve muito bem para denegrir cada vez mais a profissão médica. Para mim, sua utilidade é válida para se manter um contato com o paciente no sentido de considerar a evolução do seu caso e tambem avaliar e comentar resultados de exames de laboratório porem após avaliações presenciais que considero absolutamente fundamentais.
O que mais deverá vir daqui para a frente? Talvez venhamos a diagnosticar praticando cara ou coroa.